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Timor

Terra de contrastes, um país que nos dias de hoje luta precipitadamente para implementar uma nova democracia.
Nos anos 80 quando Xanana substítuiu a política radical e exclusivista da fretilin por uma política mais realista e abrangente de inclusão de todos os timorenses, mesmo que colaborassem com o ocupante, assumindo o compromisso de que Timor leste não se tornaria numa ameaça á estabilidde da área e de que se oporia á eventual tomada de poder por quaquer partido pouco democrático, a constituíção foi feita para marginalizar Xanana do prosseço, esta marginalização mais os conflitos com a igreja e o clima de medo criado pelo ex ministro, contribuiram fortemente para a eclosão da crise de 2006.A reacção de Xanana tipicamente de guerrilheiro também não foi a mais feliz.Ao afirmar que o actual governo de maioria parlamentar, era legítimo, Alkatiri, continuou a tentar destruir um lider essencial para Timor, com isso enfraqueceu a democracia, dilibitou o estado e contribuiu para que este ficasse ainda mais dependente de forças e interesses estrangeiros.
Para o observador distanciado e desconhecedor da realidade timorense são inumeras as perguntas e escassas as respostas credíveis, é uma historia de mistérios variados onde a espéculação se cruza com decisões políticas assentes em legímitidades ofíciais e pós-revolucionarias e onde se verifica uma fortissima pressão de bastidores com origens externas ás autoridades timorenses.
Então qual o verdadeiro papel de Xanana Gusmão e quais as suas intenções, possuíndo um capital ímpar de popularidade e prestígio interno e nacional e contando com o apoio da maioria da população e protegido pelas forças australianas, conduz uma política de prudência extrema, afrontando directamente a cúpula da sua historia, não supreende portanto que agora surjam graves reinvidicações variadas da dissolução do parlamento, e convocação de eleições antecipadas.
Dirigentes políticos invocam a constituição em seus imperativos e subtilezas, enquanto na rua se queimam casas, tudo isto diante de militares australianos, neste seguimento é urgente ponderar também a posição da força da GNR em Timor, nos pratos de uma balança repleta de duvidas e sinais contraditórios, Portugal pode ter de avaliar até que ponto se justificará manter em Timor uma presença militar pouco mais do que simbólica e de tributo á historia comum.SBS in East Timor

Quando a Indonésia invadiu a região, os timorenses tiveram a clara impressão de que a Associação Popular e e Democrática de Timor, favorável à anexação do território pela Indonésia, e os outros partidos seus apoiantes beneficiavam de um tratamento especial por parte de Jacarta.Esta atitude deixou marcas muito profundas, ao mesmo tempo a Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente era perseguida na floresta e apontada como um movimento causador de problemas, na altura da independência, os ventos da vingança recomeçaram a soprar, com o regresso de dezenas de milhares de timorenses que tinham partido para o exílio durante anos da integração da Indonésia.Visto isto se for dada a palavra de ordem para aniquilar o inimigo, nem a ciência da guerra nem todo o equipamento tecnológico das nações unidas bastarão para travar o ímpeto de vingança que agora anima os partidários do Reinado, vai ser necessário usar uma abordagem persuasiva e não repressiva , os soldados das nações Unidas dirigidos pela Austrália e pela Nova Zelândia terão de aprender a jogar bem aos dados , ou seja a estudar os quês e os porquês desta conspiração política porque continua a haver pontos não esclarecidos.


Do Melhor Linkk | del.icio.us

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