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Categoria: Cultura Geral

Drama no ensino

ramla 15/04/2008 @ 17:08

Porque não decide o estado reforçar seriamente o ensino técnico profissional o qual foi abruptamente encerrado depois de Abril de 1974, não seria essa medida com mais sucesso do que o encerramento de colégios, não se compreende a motivação desta decisão a não ser pelo facilitismo.Quanto aos professores efectivos a mais no ensino público é de facto uma realidade, em suma o estado português dito democrático após a revolução de Abril, considera que os docentes são todos iguais nos deveres mas há alguns que são mais iguais que outros nos direitos e onde fica a liberdade de ensinar e de aprender consagrada como um dos direitos fundamentais dos cidadãos portugueses, todos estes factores são apenas uma pequena parte da convulsão social que assistimos hoje no ensino.
Não é a encerrar colégios que se combate o abandono escolar e que se aumenta o índice de qualidade no ensino , nem que se resolve o problema dos docentes efectivos sem horários.O número de alunos que frequentam o privado com contrato de associação , não vai solucionar o problema do ensino público, porque sendo assim o acesso á educação vai ser desigual pois nem todos podem pagar as despesas de um colégio privado.
A avaliação de professores factor que tem causado rebuliço devido á falta de entendimento e método eficaz de aplicação aos docentes pais e alunos, não tem representado nenhuma espécie de incentivo produtivo e construtivo para os professores e restantes avaliados, levando-nos a pensar que o aluno tende a reagir por vezes de forma não apropriada ao aperceber-se das fraquezas deste novo sistema que está repleto de falhas pela qual principalmente os professores estão a ser os mais atingidos, a atribuição de poder aos encarregados de educação vai desmistificarTrabalho ainda mais , a posição que o professor já ocupou no passado que era uma posição de respeito, a qual infringia disciplina no aluno educando-o para a vida profissional, e limitando-se a limar as arestas educacionais que os seus pais e também seus mentores lhes incutiam bem ou mal.
Daí hoje em dia ouvirmos falar de reivindicações provocadas por pais e alunos que acabam por por afectar todo o processo de transformação do ensino...

Ocidente vs Oriente

ramla 14/04/2008 @ 20:30

O ano de 2007 começou na euforia a maioria dos mercados estavam em alta , os bancos obtinham lucros recorde , havia fusões e aquisições como já não se via desde os anos de 1980 e um número crescente de inovações financeiras criavam inúmeras formas de ganhar dinheiro.Poucos meses depois tudo mudou, a crise revelou-se tão profunda que alguns altos responsáveis foram despedidos.
Tudo teria sido pior sem a ajuda prestada por países da Ásia e do médio oriente, nos últimos meses de 2007, os investimentos dos fundos públicos da China , Singapura e países árabes exportadores de petróleo atingiram cerca de 50 mil milhões de dolares, esta crise financeira reflecte alterações na estrutura da economia mundial, os países em desenvolvimento sobretudo a China e a índia tornaram-se os motores do crescimento mundial, e assistimos á concretização da sua influência económica no domínio das finanças que durante séculos foram controladas pelo ocidente , pouco a pouco o centro da gravidade passa de um ocidente global para um oriente global isto abre enormes perspectivas mas também pode gerar conflitos.
Centros financeiros muito recentes e ambiciosos , como Hong Kong e especialmente o Dubai, cujo centro financeiro só foi criado em 2004, também adptou o modelo brit>ânico e quer dar resposta ás necessidades das empresas do Médio Oriente e da Ásia Meridional, o entusiasmo dos ocidentais que aumentam a sua presença no Dubai e em Hong Kong mostra que as ambições das novas praças são justificadas , poderão então seguir o exemplo de outros países emergentes - Singapura, Bombaim, Xangai, Abu Dhab, Riade, São Paulo, Seul, Taipé e Kuala Lumpur.Depois da industria e dos seviços , é a vez das transacções financeiras serem deslocalizadas.
Esta alteração irá enfraquecer uma das heranças dos acordos de Bretton Woods o domínio mundial do dolar, apesar disto a maioria dos países não repudia a nota verde , conservam dolares e acumulam outras divisas, em especial a da zona euro cuja economia é comparável á dos EUA mas mesmo que o dólar recupere o valor não voltará a ser a moeda de reserva número 1 a quota do euro poderá ultrapassar os 30 por cento daqui a três ou quatro anos e o iene ou até o yuan que está a valorizar cinco por cento ao ano poderão ocupar um lugar melhor que o actual.
O sistema financeiro mundial parece ganhar pluralismo em breve os países terão reservas numa dezena de grandes divisas a médio prazo irão crescer as quotas do euro do iene do yuan e mais tarde do rublo do real da rupia e da moeda única que os seis países árabes produtores de petróleo vão criar em 2010, a partir de 2015 segundo o banco Morgan Stanley o dolar poderá representar apenas metade das reservas mundiais.

Dolar 3

Energias renováveis ou Nucleares

ramla 14/04/2008 @ 15:08

Desde o início da escalada dos preços do petróleo, a discussão entorno da solução nuclear(fissão) não tem sido clara a problemática dos resíduos nucleares é minimizada pelos apoiantes e maximizada pelos não apoiantes , o que parece é que nesta disvussão de factores económicos e financeiros se sobrepõe os factores técnicos e ambientais .
A discussão sobre a eventual instalação de uma central nuclear em Portugal não tem sido clara e apenas parece destabilizar o nosso sistema, aportando entropia afastando-nos assim das verdadeira discussão acerca da problemática energética em Portugal, esta problemática começa pelo consumo e não pela produção, o longo caminho para percorrer em sectores como o transporte e a habitação não pode ser adiado a discutir se a instalação de uma central nuclear é bom ou mau, e o facto de sermos mais eficientes energicamente de apostarmos na diversificação energética renovável ou convencional.Podemos então discutir qual a fonte de energia com o KWH mais barato, a que tem o maior investimento inicial, maiores custos de operação, maiores riscos para o ambiente e a que gera mais postos de trabalho, no entanto deparamos-se com um problema que é, existem em Portugal fisícos nucleares, engenheiros , técnicos capazes de lidar com o problema, então porquê ceder a esta pressão vamos construir uma central nuclear para ser montada e gerida, operada e mantida por outros, neste caso seria melhor deitarmos as mãos a todas as energias renováveis que possamos e participar nos grupos de investigação e desenvolvermos mais o nosso capital humano.
comentem, obrigado.

Nuclear

Inevitavel

Deus na campanha

ramla 14/04/2008 @ 14:44

A igreja órgão de elevado respeito por parte de todos nós, aberta a todos os possuidores de elevada fé e sentido católico a qual nos habituamos a colaborar com o seu apoio em programas eleitorais com as nossas exigências da vida cristã.
Se não houver compatibilidade entre igreja, povo, e governo irá haver uma oposição religiosa numa linha moderada e partidária a um relacionamento político-espiritual com o governo pois podemos verificar a saraivada de críticas que Zapatero foi alvo, po ser de seu agrado a legalização de casamentos homossexuais, e a vontade de implementar uma educação cívica nas escolas lei sobre a memória histórica e alegadas negociações com a ETA.
a carta dos Bispos conclui que uma sociedade livre e justa não pode reconhecer ímplicita ou explicitamente uma organização terrorista como representante política de qualquer franja da população e muito menos fazer dela interlocutor político.Poder se á falar do regresso da religião ás sociedades laicas do mundo desenvolvido?
A igreja católica vê-se desafiada na sua própria casa , pelas religiões protestantes com cada vez mais recursos bem como por diferentes famílias do islão , sofre também o impacto de seitas e religiões feitas por medida , igrejas (fast-food) produtos espirituais manufacturados com etiqueta oriental e até pela literatura de auto.ajuda que dá consolo emocional ao cidadão em perda de referências, o mercado torna-se muito competitivo e é preciso defender a paróquia sem demasiados escrúpulos.
O enfraquecimento das ideologias clássicas o triunfo do poder económico como fruto de normatividade social e referência comportamental e o sentimento de insegurança e risco sentido por inúmeros cidadãos cujas referências adquiridas parecem ruir constituem um solo favorável para o erguer de cabeça da religiosidade em sociedades que pareciam votadas á laicidade para sempre, por fim a transformação da luta anti terrorista em conflito de civilizações para voltar a rotular o mundo em função dos monopólios religiosos, .
As religiões defendem que a legitimidade do poder emana de Deus e não dos homens característica que se torna imcompativel com os fundamentos do sistema democrático

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Anexação de Portugal a Espanha:O Poder Dos Mais Fracos

ramla 10/04/2008 @ 16:06

Nada assegura á burguesia portuguesa e muito menos á classe operaria que a união com o estado espanhol melhoraria a sua situação, para a burguesia portuguesa significaria a certidão de óbito e a entrega total do seu mercado nacional em mãos imperialistas espanholas, enquanto que para a classe operaria corresponderia a continuar com salários baixos e talvez a perda do tecido produtivo o que viria a flexibilizar e a precarizar ainda mais as relações de trabalho.
Ainda que haja o intuito de esta união possibilitar a criação de postos de trabalho, fica a questão quanto ás suas condições e as suas qualidades benéficas para o trabalhador, então perante esta visão do iberismo como uma mera dominação espanhola sobre Portugal, existiram visões que iberistas que se fundamentam não já de dois estados (Portugal, Espanha) mas dos diferentes povos que compõem a península iberica, pois o povo português tem razões históricas de peso para recear firmemente o anexionismo espanhol disfarçado de iberismo.
Evidentemente um movimento de iberismo não se dá apenas porque o PIB do nosso país é mais baixo que o de espanha ou de outros países, nós temos vontade de crescer a nível économico e a nível do sistema do ensino e da saúde, queremos e ambicionamos vir a ser um país mais equilibrado, que proporcione qualidade de vida a todos, e para isso temos que conquistar novos mercados e novas estratégias de desenvolvimento, pois hoje em dia quem não engole é engolido, pois o progresso e a evolução estará sempre em movimento, a dispersão da nossa ambição irá cultivar inovações e incorporará novas tecnologias e novas políticas.

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Timor

ramla 10/04/2008 @ 15:24

Terra de contrastes, um país que nos dias de hoje luta precipitadamente para implementar uma nova democracia.
Nos anos 80 quando Xanana substítuiu a política radical e exclusivista da fretilin por uma política mais realista e abrangente de inclusão de todos os timorenses, mesmo que colaborassem com o ocupante, assumindo o compromisso de que Timor leste não se tornaria numa ameaça á estabilidde da área e de que se oporia á eventual tomada de poder por quaquer partido pouco democrático, a constituíção foi feita para marginalizar Xanana do prosseço, esta marginalização mais os conflitos com a igreja e o clima de medo criado pelo ex ministro, contribuiram fortemente para a eclosão da crise de 2006.A reacção de Xanana tipicamente de guerrilheiro também não foi a mais feliz.Ao afirmar que o actual governo de maioria parlamentar, era legítimo, Alkatiri, continuou a tentar destruir um lider essencial para Timor, com isso enfraqueceu a democracia, dilibitou o estado e contribuiu para que este ficasse ainda mais dependente de forças e interesses estrangeiros.
Para o observador distanciado e desconhecedor da realidade timorense são inumeras as perguntas e escassas as respostas credíveis, é uma historia de mistérios variados onde a espéculação se cruza com decisões políticas assentes em legímitidades ofíciais e pós-revolucionarias e onde se verifica uma fortissima pressão de bastidores com origens externas ás autoridades timorenses.
Então qual o verdadeiro papel de Xanana Gusmão e quais as suas intenções, possuíndo um capital ímpar de popularidade e prestígio interno e nacional e contando com o apoio da maioria da população e protegido pelas forças australianas, conduz uma política de prudência extrema, afrontando directamente a cúpula da sua historia, não supreende portanto que agora surjam graves reinvidicações variadas da dissolução do parlamento, e convocação de eleições antecipadas.
Dirigentes políticos invocam a constituição em seus imperativos e subtilezas, enquanto na rua se queimam casas, tudo isto diante de militares australianos, neste seguimento é urgente ponderar também a posição da força da GNR em Timor, nos pratos de uma balança repleta de duvidas e sinais contraditórios, Portugal pode ter de avaliar até que ponto se justificará manter em Timor uma presença militar pouco mais do que simbólica e de tributo á historia comum.SBS in East Timor

Quando a Indonésia invadiu a região, os timorenses tiveram a clara impressão de que a Associação Popular e e Democrática de Timor, favorável à anexação do território pela Indonésia, e os outros partidos seus apoiantes beneficiavam de um tratamento especial por parte de Jacarta.Esta atitude deixou marcas muito profundas, ao mesmo tempo a Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente era perseguida na floresta e apontada como um movimento causador de problemas, na altura da independência, os ventos da vingança recomeçaram a soprar, com o regresso de dezenas de milhares de timorenses que tinham partido para o exílio durante anos da integração da Indonésia.Visto isto se for dada a palavra de ordem para aniquilar o inimigo, nem a ciência da guerra nem todo o equipamento tecnológico das nações unidas bastarão para travar o ímpeto de vingança que agora anima os partidários do Reinado, vai ser necessário usar uma abordagem persuasiva e não repressiva , os soldados das nações Unidas dirigidos pela Austrália e pela Nova Zelândia terão de aprender a jogar bem aos dados , ou seja a estudar os quês e os porquês desta conspiração política porque continua a haver pontos não esclarecidos.

Fome e subnutrição

ramla 04/04/2008 @ 19:06

A fome é uma realidade no nosso mundo, provocada essencialmente por estruturas económicas que desfavorecem certas zonas, quer isto dizer que os mecanismos financeiros e monetários são postos em questão visto já não serem capazes de absorver as situações sociais injustas.O que podemos fazer para ajudar?
O desfio que toda a humanidade enfrenta hoje em dia é sem dúvida de ordem económica e tecnica mas também de ordem ético-espiritual, temos que olhar á nossa volta e parár-mos de ser frios e só olhar para o nosso umbigo e fingir que não se passa nada, a fome ameaça não só a vida das pessoas mas também a sua dignidade, uma carência prolongada de alimento provoca o debilitamento do organismo, apatia social e indiferença, tornando-se mais difícil de suportar nos idosos e crianças.
A subnutrição compromete o futuro e o presente de uma população a subnutrição revigora a difusão de determinadas enfermidades infectivas e endémicas fazendo aumentar as taxas de mortalidade sobretudo entre as crianças com menos de cinco anos de idade , os pobres são os principais atingidos pela fome e subnutrição tal como os refugiados ou deslocados.
Nos países em desenvolvimento muitas vezes as comunidades que vivem da agricultura de subsistência, passam fome no intervalo de duas colheitas, quer isto dizer que se as colheitas anteriores tiverem sido péssimas, isto pode desencadear uma vaga de fome e subnutrição, e quando houver uma nova colheita razoável não haverá energias para tirar o máximo partido do alimento que a colheita poderia fornecer o que vai contribuir para a destruição e desertificação dos sólos agravando cada vez mais a situação.
Se juntarmos esta fatalidade a políticas económicas inadequadas , restrições ao comércio e os incentivos económicos desordenados a busca egoísta pelo dinheiro vai reinar e irá se perder totalmente a noção do que é o prestar serviço á comunidade gerando cada vez mais corrupção.
A recente evolução económica e financeira no mundo explica estes fenómenos complexos , o brusco aumento do petróleo que temos vindo a constatar está a atingir de modo profundo os países não produtores tal como verificámos no passado afectando assim os países pobres e subnutridos.
Por múltiplas razões durante os anos 70 e 80 vários países da America Latina e da África puderam contrair empréstimos em dinheiro com juros variáveis sendo-lhes possível desenvolver o seu respectivo sector público, esse período de dinheiro fácil, desencadeou actividades corruptas e projectos mal desenvolvidos dando origem a uma destruição brutal das economias tradicionais, diversos países da Asia evitaram estes erros e assim se explica o seu rápido desenvolvimento.
Os deveres que se pretendem analisados com cuidado por parte de responsáveis políticos e financeiros, são de primaria importancia, todavia para enfrentar um desafio tão importante como o da fome e da subnutrição e também da pobreza, teremos que nos interrogar sobre o que fazemos e o que podiamos fazer.

Sudão... África... Fome... menino de 4 anos tenta dormir para \

Intolerância Religiosa

ramla 04/04/2008 @ 18:23

A Intolerância religiosa face ao judaísmo, sobretudo na europa cristã deu origem a longas perseguições e matanças acabando por gerar o drama que assistimos na Palestina um factor atribuído por vezes ao fanatismo religioso.
O holocausto acaba por criar um problema enorme, visto ter aumentado a procura de acolhimento de refugiados dos campos de concentração, que haviam sido deslocados do país de origem, por sua vez com a partilha da Palestina em dois estados, um palestiniano muçulmano outro judaico, Jerusalém a cidade santa das três religiões(cristianismo, judaísmo, islamismo)ficaria com o estatuto de cidade internacional, a solução não agradava a ninguém pois os judeus rapidamente se começaram a queixar que a parte que lhes cabia não era suficiente para acolherem milhões de refugiados, para os palestinianos tratava-se de uma situação intolerável, os britânicos temendo uma reacção muçulmana começaram a protelar quanto á criação de um estado para judeus, perante tantas hesitações estourou a guerra entre judeus e muçulmanos.A sobrevivência de Israel está ligada em parte aos 30% dominados por judeus na economia dos EUA desfrutando de uma enorme influência na comunicação social e nos meios intelectuais, em Portugal Espanha, Polonia, no passado a matança dos judeus não foi menor, que em países como a Alemanha e a Rússia, e o crescimento de muçulmanos em França tem vindo a aumentar, por estes e outros factores Israel já não pode contar tanto com a Europa como no passado, condicionando a sua política externa, a Palestina tendo-se tornado num porto de abrigo de judeus que fugiram da Europa, fuga que é em parte barrada pelos britânicos sequência que implica a morte de muitos judeus.É então que a partir da década de 1970 que a guerra contra Israel passa a ser feito na forma de terrorismo , sendo esta financiada por grupos árabes com intuito de actuar segundo uma estratégia global afectando os valores do mundo ocidental, deparamos-se com uma realidae onde a intolerância religiosa por vezes pode ser cruel, o que fazer, deixo-vos este desfio, por favor não finjam que isto não acontece, deixem o vosso comentário quanto a este assunto.
Obrigado.

palestina riot

Quando vejo a energia e a determinação co que o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan se expressa contra a interdição do uso do véu na Universidade, penso logo no artigo 301 do Código Penal que considera crime qualquer afirmação tida por insultuosa para a identidade nacional turca, são questões igualmente importantes do ponto de vista da democracia e das liberdades fundamentais ora têm dado origem a tomadas de posição muito diferentes incitando a uma cultura de violência levando ao linchamento e atingindo a liberdade de expressão, talvez se considere isto um aspecto teórico da democracia, o que não o é, e se não há hoje ninguém atirado a uma prisão por causa do artigo 301há pelo menos um que jaz hoje agora debaixo de seis palmos de terra.
Pior a perda de confiança que nos invade leva a colocar uma questão terrível, a nossa justiça está verdadeiramente do lado da democracia e do direito?

Apartheid

ramla 31/03/2008 @ 19:39

Apartheid, uma palavra que nos é familiar pois trata-se da expressão utilizada para definir diferenças existentes entre brancos e negros sinônimo de restrições sociais obrigatórias por lei e suas constituições e instituições, sendo as instituições sem qualquer poder as unicas que aceitavam o voto de um negro.Aos negros eram negados a maioria dos empregos, e aos brancos era vetada a empregabilidade em empregos de negros, uma atitude anti-globalista agressiva que atingia astronomicamente a saúde do negro, sendo reservado os melhores hospitais e ambulâncias para brancos sendo os restantes de condições degradadas.A educação um factor importante era deliberadamente estruturada para que os negros não tivessem acesso ao ensino superior, sendo um método eficaz para condenar os negros ao trabalho braçal.
Praias, piscinas, bibliotecas, transportes públicos eram na sua maioria para brancos sendo os restantes de péssima qualidade e sem condições para os negros.Esta foi uma época de extrema dificuldade para a população negra, chocante aos olhos de pessoas que sabem reconhecer os valores humanos, mas o mais assustador é se reflectir-mos nos vários tipos de racismo que são praticados nas formas de racismo sócio-cultural,religioso...
A independência do Kosovo, exemplo de pressão exercida por grupos étnicos e religiosos,por forças como a Espanha , Rússia, faz-nos pensar que a desintegração do comunismo na Europa, é fundamental á exploração do homem pelo homem.O Homem na sua ancia de poder tende a destruir-se culturalmente, agindo sem razão, tal como a china pressiona o Tibete tentando apagar gradualmente pontos importantes da sua cultura de maneiras violentas, o homem fabrica movimentos separatistas, para brincar á guerra das independências e assim violar normas infracontitucionais reivindicando com armas de fogo incitando á violência, atentando contra a vida publica desvanecendo o conceito de integridade territorial invocada pelo estado e o direito de um povo proclamar a sua emancipação de maioria política consoante as suas raízes culturais e o seu sentimento de identidade.

Apartheid is WRONG

Portugal Democrático

ramla 31/03/2008 @ 18:43

Em Portugal vivemos uma situação, democrática que consiste na obediência tradicional às leis em troca de protecção por parte dessas mesmas leis, isto é comportarmo-nos como bons cidadãos.Hoje no meu ver o movimento trabalhista que apoia o nosso actual governo, aparentam viver satisfeitos, deixando os assuntos públicos, na mão do progresso inevitável onde só se garante a sobrevivência dos mais aptos, a nossa meta será o desiquilíbrio substituindo um mal pelo outro, completamente controlados pelo capitalismo.A Democracia encoraja a liberdade de expressão e a escolha individual, mas também a ameaça não podemos ser educados unica e exclusivamente para um modelo de democracia, nós o povo somos o principal intermediário do estado, mas também seu principal rival quando a nossa vida parece ir de mal a pior.Na emergência do capitalismo global não existe o fim da historia o capitalismo é tão forte ou tão frágil como o sentir moral e a responsabilidade de cada um de nós, capitalistas ou a aspirantes a um lugar no capitalismo.
Em tempo de guerra, o estado pode mobilizar todos os seus habitantes, e nós portugueses estamos em Guerra, uns com os outros.
A liberdade de se movermos entre a vida publica e a privada começa a desvanecer em Portugal, estarei eu a ver vestígios primitivos de Totalitarismo e até mesmo de Feudalismo no nosso governo, estamos-se a transformar em mutantes ao invés de sofrermos apenas uma transformação social pois o estado e suas constituições, não parecem demonstrar benefícios práticos no presente mas sim projectam-os para um futuro longínquo um futuro que até pode não existir, estou a ser sarcástico mas isto é uma ameaça ao povo e apenas garante a nossa insegurança este post é um paradoxo para os portugueses para os quais a tradição tem sido conservadora e que até hoje sentem desconforto e confusão em relação ao conceito de democracia e liberdade.

democracia

A posição da neutralidade de Portugal e a consequente abertura dos canais diplomáticos e comerciais nomeadamente nos anos 1941, 1942 e 1943, nestes anos as exportações ultrapassaram as importações, facto que não se verificava desde dezenas de anos e que até á actualidade ainda não se verificou, esta hábil gestão da neutralidade trouxe-lhe no final da guerra aos benefícios da paz sem ter de pagar o preço da guerra.Portugal foi uma das poucas de zonas de paz num mundo a ferro e fogo, serviu de refugio a pessoas de varias proveniências, um desses refugiados foi Calouste Gulbenkian, que permaneceu no país tendo legado uma das mais importantes instituições ao serviço da cultura em Portugal.
Em Portugal embora se conheça o mérito da obra de Salazar no que respeita á reorganização financeira, á restauração económica e á defesa da paz, também se reconhece a perca de milhares de vidas na guerra colonial, entre os povos que se queriam tornar independentes e entre os portugueses esta fatalidade reflectiu-se na economia do nosso país e também nas estruturas política e sociais o que acabou na revolução do 25 de Abril.

Democracia